09 de Janeiro de 2019

Seguir a Jesus é uma escolha perigosa no Irã

Fonte: Portas Abertas | 09/01/2019 - 08:00

No Irã, ser um cristão é um ato perigoso. O regime iraniano declara o país um estado islâmico xiita e está constantemente expandindo essa influência. Os radicais que apoiam o regime se opõem veementemente ao cristianismo e criam diversos problemas para os cristãos, principalmente os convertidos do islamismo. Há espiões esperando pelo momento em que se tornam cristãos e a polícia sempre está engajada em vigiar qualquer um suspeito de atividade cristã  grampeando celulares, instalando câmeras de segurança e seguindo pelas ruas.

Esther* cresceu em uma família muçulmana, mas seu irmão, após ouvir o evangelho de um lojista, se tornou cristão. Quando ele compartilhou as boas notícias com Esther, ela decidiu entregar a vida para Jesus também. Mas no Irã, é ilegal se converter do islamismo para o cristianismo e, no momento em que ela disse sim para Jesus, também disse sim para uma vida difícil. Pouco depois de começar a seguir a Jesus, ela se uniu a uma pequena comunidade de cristãos secretos que começaram uma igreja. Esther ajudava a discipular uma mulher iraniana e trabalhar com crianças pequenas.

Todo o tempo, temos que ser secretos e tomar cuidado sobre nossa fé, ela disse. Nós não podemos ir a uma igreja, então apenas nos encontramos em casas. Nós louvamos e adoramos em volume baixo para que os vizinhos não ouçam nossa adoração ou escutem os sons de nossa igreja doméstica.

O governo iraniano controla todos os aspectos da vida pública, além disso, os casamentos devem ser feitos por uma autoridade islâmica. Esther e, na época, seu futuro marido mantiveram a fé escondida do governo, então puderam se casar. Foi tão difícil. Nós tivemos que manter nossa fé escondida ou mais problemas provavelmente viriam, disse Esther. Mais tarde tiveram um bebê juntos um menino.

Mas no Irã, é difícil manter a fé escondida do governo por muito tempo. A polícia secreta sempre se infiltra em comunidade cristãs fingindo ser novos convertidos, entrando em igrejas domésticas e prendendo toda a congregação. (Essa história continua)

*Nome alterado por segurança.